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Recebemos no último dia 24 em nossa sede, com público de aproximadamente 60 pessoas, o Comandante do 31º BPM, Ten. Cel. Sérgio do Carmo Schalioni, que fez uma exposição sobre os projetos de seu comando para a região da Grande Barra, além  de expor a situação atual de segurança do bairro, através de gráficos oficiais da Secretaria, que conforme mostrado, vem atingido as metas de diminuição de roubos de rua, homicídios e furto de carro na região.

 

O batalhão conta hoje com um efetivo de 520 homens, 50 viaturas e 14 motocicletas. De acordo com o Comandante o foco agora da corporação é implementar uma polícia de proximidade, onde serão instaladas companhias em alguns locais do bairro.

 

A primeira a ser instalada será a 2º companhia, próxima a Cidade das Artes, que será inaugurada ainda na primeira quinzena de março. A proposta é descentralizar o efetivo de policias e distribuir em pontos estratégicos do bairro. Esse mapeamento foi realizado em cima das estatísticas levantadas pela Secretaria de Segurança, devido ao trânsito caótico da Barra que atrapalha muitas vezes a ação da polícia.


Muito receptivo o Comandante respondeu o questionamento dos presentes, inclusive na grande maioria chamando a atenção para o Recreio dos Bandeirantes, principalmente roubos a pedestres e furtos de veículos, dizendo que dará atenção especial a região e pediu a colaboração dos moradores, pois acredita que informação é uma grande arma contra a criminalidade, chamando atenção para os encontros do Conselho de Segurança Comunitária do bairro que acontece 2º segunda-feira de cada mês.


Outro fator discutido na reunião de grande importância foi a segurança para os turistas, já que a região tem muita visibilidade, até pela concentração da Vila Olímpica e o crescimento da rede hoteleira na região.
Como sempre defendemos aqui na coluna, não adianta apenas cobrarmos das autoridades providências, mas devemos fazer nossa parte também.

 

 

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KLEBER MACHADO

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Com a reeleição do Governador Pezão e a continuidade do Dr. José Mariano Beltrame na Secretaria de Segurança Pública surgem algumas luzes no fim do túnel na área policial.


        Nesta coluna temos transcrito, para conhecimento da sociedade civil da Barra, a preocupação da BARRALERTA com a deterioração da nossa segurança nos últimos anos. O descaso de vários governos, a omissão e a falta de vontade política transformaram nosso estado e, em particular, o município do Rio em uma área de altos índices criminais. Morrem policiais, morrem bandidos e também morrem pessoas simples do povo, pelas balas perdidas, nos confrontos quase que diários.


        Há muitos anos, nas reuniões plenárias e nos fóruns de segurança temos alertado para o crônico déficit de efetivos de policiais militares o que implica em pouca ostensividade tornando o meliante em um criminoso mais ousado e inchando as estatísticas e manchas criminais.


        A organização das Nações Unidas concluiu em seus estudos que, para ser obtido um efetivo e produtivo trabalho, são necessários que para cada 250 habitantes a relação deva ser de um policial. No Estado do Rio estamos fechando o ano com um policial para cada 410 moradores. A nossa PM, no ano de 2014, trabalhou com 48.744 homens quando deveria ter quase o dobro, ou seja, 80.000 militares nas ruas, para ser respeitada a relação estabelecida pela ONU.


        Quando as associações comunitárias da Barra comemoraram com o Governador Pezão, sua reeleição, em café da manhã realizado no dia 19 de novembro, ouvimos de S.Exa. a afirmação de que cumpriria as promessas e aumentaria o efetivo da PM para 60.000 homens o que aumentaria a relação de um policial para cada 266 habitantes da região. Não é o ideal porem melhoraria em muito nossa sensação de segurança.


        Não basta porem aumentar numericamente os profissionais de polícia, o Estado tem que prepara-los e bem qualifica-los para a missão fim da PM, antes de coloca-los nas ruas.


        Não é aceitável que os batalhões continuem com seus efetivos baixos e sem equipamentos adequados. Mais carros e motos devem ser adquiridas e enviadas às unidades.


        As UPPs deverão ser ampliadas e terão que receber dos demais órgãos do executivo apoio para ações na área social, educacional,  de saúde e de cidadania, caso contrário não atingirão suas metas de combate ao tráfico de drogas e armas.


        Neste ano que se encerra mais de cem policiais foram mortos e centenas vitimizados nos confrontos que mais lembram uma guerra.


        A sociedade também exige dos legisladores reforma das leis penais que desestimulem as práticas criminais. Uma legislação leniente aumenta a impunidade e não contribui para a minimização do problema.


        Temos que cobrar dos deputados federais que assumem seus mandatos em fevereiro a introdução de leis que punam com rigor os assassinos de policiais a tornem mais rígidas as normas penais. Caso contrário a polícia prende e o juiz é obrigado a soltar, para cumprir a atual frágil legislação criminal.

 

     

 Kleber Machado